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Publicado por Redação | 29 de fevereiro de 2016
Melanie dá detalhes sobre novo álbum em nova entrevista

Hoje (29), foi publicada uma nova entrevista de Melanie para o portal Coup De Main. A entrevista foi realizada durante a passagem de Martinez pela Nova Zelândia abrindo shows para Adam Lambert. Confira a nossa tradução:

Performar e escrever como um personagem é algo profundamente enraizado na persona de MELANIE MARTINEZ, que lançou seu álbum de estreia ‘Cry Baby’ no ano passado – um álbum baseado em torno da vida de Cry Baby, uma personagem que Melanie vê como parte de si mesma.

O álbum é vulnerável e empoderado ao mesmo tempo – a partir da história de amor em ‘Training Wheels’ , à inspirada em Lesley Gore, ‘Party Pity’ , e à uma canção sobre a beleza interior das pessoas; ‘Mrs. Potato Head’ .

Enquanto esteve em Auckland para a abertura da turnê de Adam Lambert, falamos com Melanie sobre composição, amor e narrativas pop…

“Eu sempre vou me esforçar para escrever canções que vão ajudar as pessoas a se sentir confiantes.”

Eu amo ‘Cry Baby’. Na faixa-título que você canta: “Você parece substituir o seu cérebro com o seu coração.” Você tende a tomar decisões com base em sua cabeça ou no coração?
Definitivamente meu coração. Penso que cada decisão que eu faço na minha vida é baseada em uma emoção – e definitivamente me dói em algumas situações, e ajuda em outras, como, obviamente, escrever e outras coisas que é a minha coisa favorita para fazer porque eu começo a usar todas as minhas emoções e expressá-las dessa forma. Obviamente, em situações mais profissionais, eu percebi que eu sou muito apaixonada. Então, se eu estou brigando com alguém, eu vou ser muito agressiva, e me certificar que o meu ponto de vista é ouvido. Isso também é sobre estar super-emocional e querer colocar tudo para fora. Então, definitivamente meu coração.

Cry Baby é uma personagem muito empoderadora, especialmente para garotas que tiveram as mesmas experiências que você – sendo vistas como super-emotivas. E a ideia do ‘Cry Baby’ também me lembra da frase, “você chora como uma garota”, uma frase usada para temer garotos sobre sua sensibilidade. Por que você acha que existe uma relação negativa entre sensibilidade é feminilidade?
Honestamente, eu acho que ser emotivo é essa coisa que as pessoas pensam que você não é forte. Eles não te vêem como uma pessoa forte, e isso é estranho porque, honestamente, ser emotivo não tem nada a ver com sua força. Isso não devia ser associado, mas é. Isso sempre foi assim, e isso é uma merda. Eu naõ sei, é apenas assim.

“Training Wheels” é a única canção de amor no seu álbum. Você acha que amar é algo que você deve aprender, como andar de bicicleta?
Eu acho que amar é algo que — existem muitas pessoas que vivem suas vidas inteiras sem saber verdadeiramente o que o amor é, ou sem ter experimentado [amar]. Eu acho que isso tem a ver com muitas coisas. Eu acho que as pessoas dizem que foi assim que fomos criados, tipo, se seus pais te mostram muito sobre amor, você saberá como amar. Ou muitas pessoas dizem que se você não pode se amar, então você não pode amar outros. É sempre diferente, mas eu, definitivamente, fui muito amada por toda minha vida. Eu me apaixono muito rápido, e eu sou muito apaixonada por ser apaixonada. Mas é difícil pra mim escrever sobre amor. Eu acho que “Training Wheels” foi a música mais difícil pra mim para compor, pois eu não estou acostumada a escrever sobre felicidade, estou acostumada a expor minha tristeza ou raiva – felicidade é muito difícil para mim para por em música. Mas “Training Wheels” foi a única exceção.

MEU TOP 3 DE MÚSICAS DO VERÃO

A narrativa do álbum segue Cry Baby do amor, decepções amorosas, até à loucura eventual –  e contentamento com essa loucura. Eu achei interessante pensar sobre como mulheres são tradicionalmente representadas na música pop (frequentemente como vítimas). Sendo tão conectada com suas jovens fãs e também sendo uma jovem mulher, você acha frustrante que tantas narrativas na música pop representam mulheres tão minuciosamente? 
Sim, digo pois novamente, é a mesma coisa de ser emotiva significar que você não é forte. Eu sinto que se eu lançar uma música tão vulnerável quanto eu, as pessoas me olhariam como fraca. Eu não sei se tem a ver sobre eu ser menina, ou se realmente tem a ver com alguma coisa. Novamente, eu realmente não sei. Eu trabalhei tentando criar músicas que inspirassem garotas a se sentirem confiantes e fortes, e sentirem que podem fazer qualquer coisa. Não apenas meninas, qualquer um. Então eu não sei – eu nunca pensei sobre garotas especificamente. “Mrs. Potato Head” é um bom exemplo no álbum, é uma das minhas músicas favoritas porque foi algo que me senti forte falando sobre. Minhas intenções nunca foram humilhar pessoas que fazem cirurgias plásticas, são apenas ajudar pessoas a entenderem que elas são bonitas naturalmente. Isso foi algo que quando criança, eu me sentia muito insegura, e ainda me sinto, mas acho que “Mrs. Potato Head” é uma música que precisei escrever sobre eu mesma para me sentir confiante e sentir que eu não preciso disso. Eu irei sempre me esforçar para escrever músicas que irão ajudar as pessoas a se sentirem confiantes.

Você é muito envolvida na direção artística e roteiro dos seus vídeos, e a estética dos seus vídeos são tão distintos. A ideia de continuidade em termos de cenas em cada vídeo é algo que acrescenta à narrativa de Cry Baby? 
Sim, com certeza. Cry Baby é apenas uma personagem nesse mundo que estou tentando criar, e os vídeos são muito importantes para mim, e eu lutei para ter todos aprovados. É muito difícil pra mim como uma artista, no meu primeiro álbum, e eu estou precisando de dinheiro para vídeos para cada música – é muito difícil. Você tem que escolher suas batalhas com certeza, mas eu quero – e sempre trabalhei para manter tudo conectado – para tudo ter coesão. Estarei lançando um vídeo em breve, não sei quando, estou em fase de edição, mas eu gravei. É o começo da história e é muito importante. Eu sinto que vai ajudar muitas pessoas que não ouviram o álbum ou não entenderam a história, fará muito mais sentido eles vendo o início. Então eles vêem “Dollhouse” e “Sippy Cup”, em ordem – Eu acho que isso ajudará muito as pessoas a entenderem a história da Cry Baby.

Você falou que seu próximo álbum será uma continuação da história da Cry Baby, em termos de vizinhança/mundo que ela vive. Você já planejou uma narrativa inteira para mais personagens nesse mundo, ou é algo que está em desenvolvimento?
Eu acho que o próximo álbum é especificamente, com certeza, sobre a perspectiva da Cry Baby, mas não é necessariamente sobre sua família/vida ou sobre sua vida amorosa, é mais sobre esse lugar nessa cidade. O lugar tem diferentes personagens, então em cada música terão diferentes personagens que aparecerão. Alguns deles são estranhos, com minha voz destorcida que estou nomeando um certo personagem. Então é algo muito divertido para fazer, mas como muitos perguntam ‘Oh, você vai mudar de personagem?’, isso nunca vai acontecer, pois eu sou a Cry Baby.

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Você pode ler a entrevista original (em inglês) clicando aqui.

  • Sávio Kurting

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